
Eu e mais P(r)o(bl)emas
Ao sermos expelidos do oco materno
A cada fungada a morte se faz mais perto
O que nos deu a vida, agora nos mata.
Já apedreja aquela que outrora afagava.
Nasce-se e já se é corrompido
Violenta os pulmões o ar pervertido
Que eiva a natureza humana de maldade
Tornando-nos monstros desde a tenra idade
A vida, este apodrecimento autopoiético
Mostra ser ente vil crasso e patético
Tem a ilusão de dádiva divina
Mas verdade é do outro lado comédia fina.
E para os que me chamam insensível
Por não inebriado de encanto holográfico,
Peço que olhem para o invisível
E percebam quão miserável é o mundo fático.
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