sábado, 16 de janeiro de 2010

Fazedor de paz



A paz armada vem disfarçada, sustentada pelo estampido grotesco de um disparo.

À Paz Armada

Se há guerra porque o homem não presta,
a paz vem e firmemente atesta:
não existe jeito,
existe aprenas o ódio no peito.

A paz é a nossa missão
está escondida, bem ali, no batalhão.
Flecha do culpido cilíndrica ou esférica,
disseminada pelo mundo pela dança bélica.

É o velho Human way,
seja na faca ou seja na lei,
paz armada até os dentes
que fuzila, metralha e dilacera gente.

Preceitos predatórios do poder
querem matar, querem fazer morrer.
Todos levam ao mesmo final,
a boa e velha pá de cal.

Pois se a guerra com arma se faz,
a arma não é mais
que o instrumento da própria paz.

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