terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Advogados



Advogados,
defensores do surrado gado,
doutores da lei e da ordem,
abutres vorazes do post-mortem.
Ensimesmados em suas bravatas,
Cérebro do tamanho do nó da gravata:
-Eu já tenho minha Mont Blanc.
O povo!? Que coma Croissant!
Sou advogado matreiro.
Quero apenas arrancar seu dinheiro.
Pouco importa a injustiça,
Afinal, dever cumprido não sustenta cobiça.
Tudo depende do fundo bancário.
Quer direitos? Pague os honorários.

Consolo






Se da minha existência eu não deixar pistas,
não restar para contar quaisquer vitórias,
é porque preferi as ruínas das grandes glórias
ao sucesso das médias conquistas.