domingo, 28 de março de 2010

Escolhendo a dedo



Rebanho


Não querem os jovens espíritos.
Querem sim, humanos reprimidos,
Que permitam rédeas e coleiras,
Sangue direcionado pelas veias,
Mesmo que a grande apoteose
Seja apenas tecido em necrose.
É conveniente ao inflamado ego,
Jovens como um bando cego,
Enquadrados no sistema,
Pensantes por teorema,
Alérgicos ao diferente,
Evasivos e permitentes,
Qual é a diferença entre não e sim?
Por que mudar o que já é assim?
Morfeu aparece e os olhos veda.
Difícil fugir da direção da seta,
Mesmo que desde o início
Ela só aponte para o precipício.