domingo, 28 de março de 2010

Escolhendo a dedo



Rebanho


Não querem os jovens espíritos.
Querem sim, humanos reprimidos,
Que permitam rédeas e coleiras,
Sangue direcionado pelas veias,
Mesmo que a grande apoteose
Seja apenas tecido em necrose.
É conveniente ao inflamado ego,
Jovens como um bando cego,
Enquadrados no sistema,
Pensantes por teorema,
Alérgicos ao diferente,
Evasivos e permitentes,
Qual é a diferença entre não e sim?
Por que mudar o que já é assim?
Morfeu aparece e os olhos veda.
Difícil fugir da direção da seta,
Mesmo que desde o início
Ela só aponte para o precipício.

4 comentários:

  1. Boa, gostei, continue escrevendo :)

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  2. meu eu apenas nao é meu, é um eu selecionado a dedo com o que eu ja fui... e desmerecidamente um destino covarde toma conta de tudo que eu sozinha lutei... e se nao lutei... eu apenas... mereci, entao pq me rouba e nao me da chances de dizer não?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. O inicio da mudança é o encontro da mesmice...
    Beijo Lu...

    LuLy =*

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