
Um sonho tardio
É como um ipê no outono
Que desperta do sono
Quando o tempo é hostil.
É uma brisa no ardil
Com o sol a pino,
Tarda o desatino
Do árduo veranil.
Uma quebra no marasmo
Que sacode o cansaço
Desfaz o embaraço
Até o derradeiro espasmo
Ilusões de baixa tarde
À luz da penumbra
Traçadas em linhas rubras
Só esperança, sem verdade.
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